“DIVINA FLOR viajei
para
longe de nossa morada
viajei sozinho
por uma estrada.”
Assim fui para que
pudesse desconstruir
sua imagem de deusa
alada
para novamente
construir
em mim sua imagem de
outrora.
Para isso refugiei-me
em um recanto de paz
onde pudesse estar
naturalmente só.
Te desconfigurei
em diversas formas e
espalhei tuas partes
pelo mar, pelos rios,
pelas matas para que
assim pudesse
configurar-te
em forma de flor,
Divina flor.
Não te quero
como uma deusa
de pedra, como
uma medusa que
petrifica minha
existência solitária,
pois isso vou ficar
longe de nossa cama,
longe de nossas
lembranças
para quem saiba possa
te reencontrar de forma
plena.
Montei em meu cavalo
e percorri caminhos
sinuosos por matas e
alamedas, atravessei os
mais bravios rios e
naveguei por mares
revoltos
tentando honestamente
te expurgar de minhas
memórias melancólicas,
mas a cada passo dado
se torna ainda mais
profundo
o desenho que se tatua
em meu peito, cada
batalha
que combato contra suas
memórias, seus traço
são
tatuados em minha
pele ardente.
Agora estará
para sempre em mim,
estará tatuado seu
desenho
em minha pele, seus
olhos igualmente
se perpetuam em forma
de
arte em meu peito
e assim vai se formando
em mim a imagem que
faço de ti, a
indelével
e infinita paisagem de
uma DIVINA FLOR.
Eduardo Andrade do
Nascimento.
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