Só vago por
ruas
De uma
tijuca
Estúpida e suja,
Onde andam
pessoas
Com olhos em
celulares,
Por uma Tijuca
Abençoada pela
lua,
Desgraçada pela
chuva.
Um bairro
jaz jesuíta
Com igrejas
de séculos
E belezas
indescritíveis.
Caminho eu e
meu cigarro
Em ruas
cheias de passado,
Detentora de
mil pecados.
Sim, sou
desse bairro
De pretérito
aristocrático,
Hoje rodeado
de proletários,
Por pobres
operários
Que moram em
seus
Cumes mais
altos
Só continuo
vagando
Por esse
bairro
Que não é só
ruas,
Que também
É casa, vila
e favela.
Sou de uma
tijuca
Que ao subir
A estrada do
Alto
Encontra-se
Uma floresta
de Boa – Vista,
De natureza
secular e soberana,
Sou desse
bairro
Cheio de
árvores,
Onde suas raízes
Lutam contra
o concreto
De uma suja
calçada Tijucana.
Sou só nesse logradouro
Chamado Tijuca,
Mas sigo
rodeando
Por o que de
mais belo
Caminham pelas
ruas
Desse bairro
Tijucano;
São seios de
tamanhos democráticos,
São pernas
torneadas,
São bundas arredondadas,
Criando um
rebolado gingado
Em mulheres
de singularidades concretas,
Que carregam
em si certo charme carioca,
Certa marra
Tijucana.
Sim, sou
desse bairro
Onde seus
moradores
São impregnados
De uma
nacionalidade bairrista
Que só quem
é da Tijuca tem.
Faço de
minha poesia
Um canto à
esse bairro
Em que fui
criança em suas ruas,
Em que fui
jovem em suas lutas,
Onde sou
adulto e amo
Suas ruas,
Suas lutas,
Suas grutas
De sabor feminino.
Para terminar
não poderia
Deixar de
enrolar-te
Tijuca, em
um fino papel de seda
E tragar-te
assim como
Fumo meu
cigarro em suas luas.
Eduardo Andrade

Nenhum comentário:
Postar um comentário