Hoje acordei
com saudade da tua voz
Meus ouvidos
pediam sua sonoridade,
A suavidade
de tuas palavras
Insistiam em
escutar sua boca
Proferir
tuas silabas tão macias.
Mas ao
escutar tua voz
Encontrei
uma sonoridade prostrada
Carregada de
palavras caladas,
Nubladas de
lástimas,
Assim ao
ouvir tua linguagem inerte
Pus-me
atento ao teu tormento,
Quis no
momento ser seu alento,
Enxugar suas
lágrimas proteger-te do vento.
Quem dera
pudesse ser o porto para o seu desconforto,
Os braços
que consolam o teu desconsolo.
Angustia-me
ouvir sua voz em harmonia vazia
Sem aquela
alegria que tanto contagia.
Mas já que
não podes ter meu ombro,
Nem tão
pouco o aconchego dos meus braços
Deixo-te minhas
palavras,
Minha
linguagem de guarida em forma de poesia.
Eduardo Andrade
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