sexta-feira, 26 de julho de 2013

Poesia de guarida

Hoje acordei com saudade da tua voz
Meus ouvidos pediam sua sonoridade,
A suavidade de tuas palavras
Insistiam em escutar sua boca
Proferir tuas silabas tão macias.
Mas ao escutar tua voz
Encontrei uma sonoridade prostrada
Carregada de palavras caladas,
Nubladas de lástimas,
Assim ao ouvir tua linguagem inerte
Pus-me atento ao teu tormento,
Quis no momento ser seu alento,
Enxugar suas lágrimas proteger-te do vento.
Quem dera pudesse ser o porto para o seu desconforto,
Os braços que consolam o teu desconsolo.
Angustia-me ouvir sua voz em harmonia vazia
Sem aquela alegria que tanto contagia.
Mas já que não podes ter meu ombro,
Nem tão pouco o aconchego dos meus braços
Deixo-te minhas palavras,
Minha linguagem de guarida em forma de poesia.


Eduardo Andrade

Nenhum comentário:

Postar um comentário