Um dia não quis mais
teus braços,
não quis mais seus
beijos de magnólia,
um dia te quis afastada
de minha vida,
pois assim poderia ser
sem que fosse,
poderia ser apenas eu.
E assim fui anchando
que seria
em minha alameda
soberano de
meu caminho, que meus
passos longe de ti
seriam mais seguros e
que em minha fronte
se desenharia lindas
paisagens de um vazio
repleto de amor, mas o
que se configurou foi
solidão repleta de
arrependimento que
inversamente se faz
constante.
Em meus sonhos surreais
achei
que seria fácil
arrancar-te de meu peito,
achei que poderia
superar nosso amor
com pitadas de amarga
solidão.
E assim em meus
devaneios perdi-me
de você e lentamente
perdi-me de mim mesmo.
E perdido hoje sigo
solitário, andando
com cartas de baralho,
jogando copas fora,
jogando damas fora,
jogando-te fora.
Eduardo Andrade do
Nascimento.
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